quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Nível 1 - Uma análise sobre Santo Antônio de Roça Grande


Grupo: Matheus Rivetti, Marcos de Paula, Rafela Jardim, Sofia Trópia, Maria Virgínia Naves


Roça grande, como atualmente é conhecida, situada na região de Sabará, abrange uma grande área que se subdivide em quatro aglomerados (Rosário I, Rosário II, Rosário III e Olaria), cada qual com suas especificidades e deficiências.

Quando se chega à cidade, a quantidade de lixo pelas ruas já impressiona, há coleta seletiva, porém é inexistente qualquer lixeira urbana, e por este motivo a população acaba jogando seu lixo em encostas, trilhos inativos, calçadas...


Dependendo da região as casas são melhor estruturadas, mas na grande maiorias são construções mal projetadas, algumas insalubres, muitas vezes em áreas


de risco; Em média moram mais de 5 pessoas por habitação. Grande parte da população vai regularmente a BH seja a trabalho, estudo, passeio, etc; por isso Roça Grande é considerada para alguns uma “cidade dormitório”.

A linha de trem desativada a aproximadamente 15 anos ainda faz parte da vida da população. Por ser plana e dar acesso a vários pontos eles a usam como um caminho, ao invés de usar as ruas que não possuem passeio regular.


A atividade comercial da região é pouco desenvolvida assim como lazer, com exceção de bares e mercearias criados nos próprios domicílios. Conversando com o dono de uma das mercearias, ficamos sabendo que todo estoque era comprado no CEASA-BH e vendido a preços competitivos com o único supermercado de Roça Grande. As opções de lazer são limitadas, muitas vezes sendo sanadas por Belo Horizonte; as escolas da região também sedem seus espaços para as atividade recreativas. E por ser pouco movimentado algumas crianças brincam na rua.



Os serviços de saúde chegam a ser contraditórios. enquanto o hospital Cristiano Machado oferece suporte a hospitais da capital, para internação CTI/UTI, não possui atendimento de urgência para a população local. O outro hospital mais próximo seria a Santa Casa de Sabará que no momento não funciona regularmente o que obriga os moradores a procurarem a rede pública de saúde de Belo Horizonte.


Um pouco complexo imaginar e ao mesmo tempo participar da real situação precária de um distrito que está envolvido em uma área da região metropolitana de Belo Horizonte, mais precisamente da cidade de Sabará cuja relação sócio-econômica e urbanística se faz desde tempos da colonização. Uma região de valor histórico, patrimônio da humanidade, e que deixa de lado as relações, a meu ver, de uma segregação entre os povos.

Aqui, em especial, Rosário III, um dos maiores aglomerados dentre os citados acima, apresenta deficiências em vários aspectos que repercutem na qualidade de vida da população local. Ausência de rede pluvial, de rede de esgoto, pavimentação, acesso, lazer e várias outras são fatores que exemplificam uma situação urbanística faltosa. Rosário III abarca uma área de difícil acesso, devido à aclividade acentuada; ao mesmo tempo, possui um panorama visual encantador diante das visadas que se tem no local, porém é uma região com urbanização inadequada; lugar quente, pessoas acolhedoras, casas sem acabamento, felicidade em se ter uma moradia, falta de comércio. Uma controvérsia nas relações cotidianas...


Segundo uma moradora, o progresso aos poucos está chegando:


“há treze anos, quando vim a pertencer à região, não se tinha o que hoje, ainda muito precário, tem. Anteriormente, não havia ruas, iluminação e saneamento; atualmente, posso contar com uma estrutura o que aos poucos vai facilitando a minha vida e vários outros moradores”. Diante desta realidade, muitos se vêem felizes em ocupar um espaço próprio, compartilhando com outros suas vivências e rotinas diárias.

Acreditamos que a administração local possui recursos que possam garantir um melhor aproveitamento da área envolvente gerando uma melhor infra-estrutura para todos os moradores e usuários. Acho que os moradores precisam se organizar e formar, juntos a profissionais, uma equipe que estude com a comunidade as deficiências locais e sugiram iniciativas para que a configuração espacial venha a melhorar; uma comissão que possa propor trabalhos e estendê-los a administração local tomando como premissa a participação intensiva da comunidade que se fará necessária para que o projeto urbanístico que se pressupõe fazer possa vir amenizar, ou melhor, banir o diagnóstico precário que se encontra o local.







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